terça-feira, 7 de junho de 2011

Para sempre



(Foto D.M.)


Um choro perdido
No meio do nada
Um nada que se define
Para sempre nada
Enquanto as lágrimas
Enchem os carreiros traçados
Pela erosão do tempo

*
Um tempo mole
Em todos os poros fechados
Que nunca acaba
Nem se mede pela metade
Que nunca se perde
*

Caminho a teu lado
Mas não vês
Este corpo cansado
Este olhar baço
No centro da tua vontade
*

Um choro que é rio
e
mar
e
oceano
*
Corrente baixa
No meu colo fechado
Soma dos ventos
E das marés
Transviadas
*

Quero-te a valer
Para sempre
Porque não vejo em ti
Algo que me diga
Um sim
Ao meu querer
Ser em ti?
*

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