segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Tinha sede


(Acrilico em tela - Dolores Marques)

Bebi todo o líquido que lhe escorria da testa. Era quente e tinha um sabor a mar. Mas a minha boca, estava repleta daquele género de mareantes que se estendem na areia e deixam aquele sabor a iodo que me deixam tonta.

Fiquei mesmo com a cabeça virada ao contrário, quando uma tontura me subiu a alto da cabeça e sem saber como, caí estatelada em cima duma estrela caída. Tinha ainda vestígios, de quando também ela morreu de fome nas águas de um oceano, que nunca soube ser mar salgado.

Tinha sede, muita sede e nada me fez ficar ali naquele sítio, quando ao longe vejo os músculos que brilham por entre a forte ondulação, sendo as pranchas um meio de o fazer atingir o órgão genital das águas. Caiu, caiu e nunca mais se viu.

Tinha sede, tanta sede antes de cá chegar...

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1 comentário:

Eduarda disse...

Dolores,

Uma sede de noite e de dia.

bj