quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Nos Momentos de Cansaço

Não me quero perdida por aí
Encontro-me sempre
Nos momentos
De muito cansaço

Quando me procuro
E não me vejo
Adormeço junto ao cais

Não me lembro
se acolhi o vento
e ondas
de outros mares

Fugi como uma lágrima
Esquecida dos tempos
Em noites de temporais

Não me ouço nestes cantos
Desencantos são as vistas
Dos caminhos que percorro
Onde passas
E sempre vais

Dou-te a mão
Não vês o que procuro
Neste cansaço
Que me faz

Dolores Marques

A função Transcendente de André Louro de Almeida
"....Para que um indivíduo possa encontrar-se consigo mesmo, ele precisa de perder-se muito e algumas pessoas que ainda não chegaram talvez, a esse exercício simples de sentar-se e Ser, sentar-se a justar-se a si, é porque ainda não se perderam o suficiente.
Este acto é o ponto de partida de todos os significados..."

3 comentários:

anacoelho disse...

Sempre bom saborear a tua poesia.

blue violin disse...

É nos momentos de cansaço que procuro a não amiga... que tanto me falta!
Quanto mais terei que me perder?

Em musica de mar, o som de um violino tocando em azul!

blue violin

Angela Ladeiro disse...

Desculpa amiga, já não vinha faz muito! É sempre um prazer ler-te. Ou seja, ler o que tão bem expões por palavras muito tuas. Um beijo