
Se me confundir com a imagem
Que me diz de mim
Não quero saber dos momentos
Que ela me traz
Porque me sei arredada do céu
E cairei na terra amolecida
Pelos meus passos
Saberei dar uma nova forma
Às minhas doidices
Como se me soubesse
Num cubo de vidro
A limar as arestas
Que definem o espaço
Em estado etílico
Furo com os meus olhos
Os pedaços que sobraram
Da queda que dei
E não serei nunca à sua medida
Para tornar a ver a luz do dia
O céu é a cor do meu leito
Quando me deito
Mas entro num sonho
A preto e branco
Noite tão noite
Como a sombra desenhada no chão
Dia tão dia
Como a visão tornada ilusão
Tão branco o branco
Dos meus olhos
Tão negra a sombra caída a meus pés
A imagem indefinida sucumbiu
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