domingo, 6 de março de 2022

Cenários de guerra


 À parte de tudo, porque quem sou para condenar alguém, quando vivo tal como outros,  numa bolha, onde o ar que se respira é o da ignorância face ao desconhecido, ao movimento anti raça, anti Ser,  anti Vida, que se prevê  o intuito de irradicar todo este conceito, a raça humana. Não sei a que raça pertencem estes seres, que se alimentam do sangue derramado sobre o solo. Não sei de onde vêm, tão pouco para onde vão com as vitórias sangrentas.


Tudo se escreve num livro, cujas páginas são o embuste do mundo, habitado por carrascos, a tirania, o vampirismo, a degradação dos sentimentos, a ordem permanente, cujo armamento já se encontra no centro do mundo para aniquilar os piores ditadores ....que somos nós todos....os humanos, seres doentes no planeta terra.


A crueldade, com que se tira a vida, cria revolta,  e é aqui que se perde o humano que ainda existe em nós.


Quando sentimos que nada somos, quando nem um passo se dá na defesa dos nossos ideais, perde-se Tudo. Nós somos eles, com todo o sentido de vida ainda em espera pelo fim desta, e de outras guerras já travadas e ainda por travar.


Dm

A Ucrânia ainda tem pessoas que lutam para serem livres

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Cantem e encantem as ruas




Apesar do medo, apesar de tudo o que nos faz andar de cabeça inclinada  a contar as pedras da calçada, ainda há  quem viva simplesmente cada amanhecer novo.

Um cântico matinal a dar vida própria às pedras da calçada. Um homem que  por mim passa, a olhar em frente. 

Sempre em frente e de cabeça levantada, cantava. Não conheço a música nem a letra, mas ele sim, porque continuava a olhar em frente com a cabeça levantada, cantava e encantava, as ruas.


Fiquei ali parada. Nisto ouço  uma criança arrastada pela mão da mãe,  colada ao seu choro, como se ele fosse a continuação do seu sono. Fazia dele uma cantoria triste logo pela manhã. Pensei! Ainda é tão cedo. Deve ter sono, ou então um medo qualquer de andar pelas ruas. Um lugar onde quase nunca se vê e nem se ouve o despertar para um novo dia, mas sim, um arrastar de pernas até que a noite chegue e nos devolva o pacto que quase fazemos com o silêncio, mesmo que a dois, ou a três, ou ao que quisermos somar, quando pensarmos  nas pedras  da calçada que contámos logo pela manhã.


(Dolores Marques )

domingo, 9 de janeiro de 2022

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Bebe de mim


 Bebe de mim como se fonte fosse
e escuta interiormente
um som diferente

- rebeldia nesse canto

O tempo veste de nobres causas, 
Eras ensanguentadas
e a loucura...
das horas
dormitório vazio dos novos tempos
inspirando rochosos pensamentos
nos prantos fechados

A um canto, cárcere ocasional
das vestes de Domingo

- as imagens desmemorizadas

A um canto, trajando homilias
de outros Eventos

- o Canto Primeiro
outrora Nascente...Poente

A um canto...o Poema

Dakini pseudónimo (dm)