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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ego

Já não me inibe a altura
Que tanto me eleva ao alto
Já deixei cair as vertigens
Do cume de um poder imenso
Que me alimenta a fonte de prazer
E satisfaz a fome de um ego
Sedento de todas as imagens
Figurativas do meu EU

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Nomes




Sei que não posso
Decorar os nomes todos
E até que ponto
Me posso diferenciar
De todos os que conheço
Já que os rostos são todos iguais
E os olhos gravitam na noite
Como se fossem bolas de berlindes
A querer seduzir o escuro

Sonho

Há ainda um sonho para sonhar


Se esse mesmo sonho admitir


O estado de vigília


E ir rumo à descoberta


De um amor novo


Um novo amor para se velar

Sei de um tempo


Sei de um tempo que nada havia
A não ser o canto as aves
Serenas, planavam no alto do outeiro
E deixavam marcas do futuro
Tal como se propagam os dias
Em que há cegadas nas planícies
E se deixa escoar o tempo
Das breves histórias
Em que nada há para lá do tempo