terça-feira, 17 de maio de 2011

Quero-te assim



Não te falo da tua boca que me beija
Não te falo dos teus olhos que me atraem
Não te falo do teu corpo que me cobre
Não te falo das tuas mãos que me acariciam

Falo-te de um mundo que quero ver, através da sequência das imagens que me trazes...
Sempre que a tua alma, toca a minha alma e os meus olhos se fecham para recriar novas imagens contigo....

Quero-te assim sem mais nada

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Até que...

Aventurar-me por detrás dos teus olhos
Até que te esqueças de os abrir
E sustentes este meu querer
Até que se acabem
Os caminhos
Até que cessem todas as lágrimas
Que há em mim
E façam do meu cio
Uma corrente a deslizar
No maior fundo que há em ti

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Viagem



(desenho de António Moura)


Não me apetece pensar
Em nada
Mas gostaria de pensar em algo
Que me fizesse sair daqui
E ir pensar para algum lugar
Onde o pensamento és Tu

Insana loucura se faz presente
Atroz viagem que me leva
Onde não quero ir
E me traz quando não quero vir

Ir e voltar sempre
Que o meu olhar se agita
E não sabe onde encontrar
Esse imenso torpor
Essa extensa quadrilha
A esquartejar os sonhos
Que me fazem acontecer
Sem mesmo saber
Onde mora a razão
A verdade do meu
Vai e vem a saber-se dono
Do mais duro querer

Naturalmente





Trazia com ele um registo de como ser homem, já que seria preciso só um pouco de matéria-prima mais natural ainda em fase de formação interior. A sua boca mantinha-se fechada para que não saísse o que deveria por si só, ficar armazenado até à próxima estação. È Primavera e os dias agora mais longos são o prenúncio de vida a crescer, para que naturalmente consiga assimilar todas as mudanças bruscas do tempo, quando se encontrar só numa noite de inverno.

Já nada o fará recuar, e se a vida consentir na sua predisposição para ser um verdadeiro homem, dará por completa a sua fonte de renovação interna, tendo como ponto de partida um desejo a crescer. Sairá desse fundo, como se sai de todos os fundos, onde o homem é um querer ser renovado. Soltará a sua mais veemente forma de com ela coabitar num espaço aberto ás mais variadas circunstâncias, onde o seu corpo ainda descansa para com ele se encontrar, mas se a fonte onde bebe das mais puras águas cristalinas, secar, então cessará a sua vontade de ser naturalmente uma força a brotar num corpo de mulher.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Uma nota de leitura do livro "Às Escuras Encontro-te"



Aqui estou eu a dar a minha opinião acerca do Livro Às Escuras Encontro-te”

Está excepcionalmente bem escrito, com muitas metáforas.


PeAdicionar imagemrcebi-o perfeitamente. O capítulo do amor está com uma profundidade na interpretação de toda a vida amorosa. Foi pena que os seus sonhos não fossem uma realidade perfeita. Li com mais agrado a partir do capítulo III, pois as palavras e as frases foram mais diversificadas, mais abrangentes. Os dois primeiros capítulos para mim, foram um pouco repetitivos no tema da sensualidade e do amor.

Reiki, mais do que uma terapia, é uma filosofia de vida. No capítulo dos chakras, as descrições foram muito importantes na medida em que as energias saudáveis encontram-se no nosso corpo. Foi uma boa descrição. O livro muito bem enquadrado na nossa vida amorosa, nos nossos sentimentos, no nosso sentir pela sexualidade, com muita imaginação e criatividade.

Gostei de ler, apesar de não ser um livro com o meu objectivo de leitura. Aceito perfeitamente e é sempre bom variar para obter outros conhecimentos. Portanto, desejo que não pare e siga em frente. Como diz, tem vontade de escrever sobre várias temáticas, como a violação, pedofilia e a homossexualidade, assuntos muito actuais e de grande interesse na vida actual social deste século em que vivemos.

Tem facilidade em escrever em se exprimir é só por mãos à obra e terá uma obra de arte.

É tudo o que tenho para lhe dizer.

Maria Teresa


- uma amiga, a quem estou agradecida pela leitura que fez ao livro

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Acordar

(Foto; DM)


Enquanto os meus olhos

se mantiverem abertos
nunca me poderei entregar
à movimentação das águas
essa turbulência que percorre o meu corpo
enquanto o dia se faz dia nas minhas mãos
e a noite é um mar salgado
tempero das baixas marés

Enquanto o meu corpo se expõe a ti
a minha boca fecha-se
engolindo-te essa madrugada
ainda em flor
esse botão de rosa
a castigar-me a pele
e este natural jeito
de m’ alongar
enquanto a manhã esburaca
todos os recantos escuros
onde rebento um pouco em cada dia
e cresço um nada em cada noite
Só…

dá-me desse sorriso matinal
esse jeito a acordar nos meus olhos
todas as pétalas brancas
que afloram no meu peito
enquanto durmo

Silencios

Como sempre, a noite a engolir-me no seu silêncio

- esta imediata lembrança de como ser eu

sem me saber presente!