De que adianta dizer-meDo que sou
E do que quero para mim,
Se sou só eu
Mais eu...
Abanam-se as estruturas
Edificam-se novos céus
Nas alturas
E eu assomo-me inteira
Na brevidade do tempo
Que por mim passa,
À deriva
Em ondas inalteráveis
São valores em consciência
Que interagem
E perfazem
A soma de não eus
Eu fui a gota que partiu
E no oceano eclodiu
Eu fui a fonte que secou
E nos rios se expandiu
Eu fui só Eu
Do ventre que me pariu
Eu sou a derradeira
Face do nada
Que na terra sempre existiu !

É sempre assim


A minha amiga e ex Professora de Literatura Portuguesa que prefaciou o meu livro de contos e poesia, (quem foi conhece), merece tudo de bom neste dia. Para ela vão os votos, de que este seu segundo livro seja um êxito. Conto também com a presença dos meus amigos e de quem estiver interessado em conhecer o outro lado das palavras; 